Constituição dos EUA: dá pra comprar a Groenlândia?
Constituição dos EUA: dá pra comprar a Groenlândia?
Maninho do céu, a conversa sobre Trump querer a Groenlândia é grande, mas será que a Constituição dos Estados Unidos deixa? Vamos explicar direitinho o que tem que rolar no papel pra isso sair.
O que a Constituição diz sobre comprar terras?
Primeiro que não é brincadeira não. Pra adquirir território, o presidente dos EUA precisa passar um tratado com aprovação de dois terços do Senado — são 67 senadores dizendo sim. Além disso, precisa da grana do Congresso. Não pode só chegar e comprar como se fosse um pão na padaria.
E os precedentes históricos?
Já teve caso no passado, igual quando compraram o Alasca por 7,2 milhões e chamaram de “loucura de Seward”. Mas, ó, deu certo no final. Só que não pode esquecer que precisamos do Senado votando e da Dinamarca e Groenlândia topando também.
Tradução pro povo: isso é papo ou pode acontecer?
É aluguel, é muito mais retórica do que viabilidade real. Até agora, Trump não tem o apoio do Senado, nem uma cifra definida, nem a cooperação dos países envolvidos. E, mesmo com esse discurso de segurança e minerais, precisa de muito mais do que palavras pra fechar esse negócio.
Cobrança do povo
Rapaz, será que dá pra confiar que esse plano vai gerar algo de bom? E os direitos dos groenlandeses, quem vai ouvir? E se o Senado não aprovar, vai sobrar pra quem essa conta?
Encerramento pé no chão
Quissó, no final, parece mais um sonho distante do que uma realidade palpável. Enquanto o rolo segue, o povo quer saber é quem vai pagar essa conta de todos os lados envolvidos.
Assinatura: Alzir Queiroz, DRT nº 2288