Bolsonaro deixa hospital e volta à PF após exames
Bolsonaro deixa hospital e volta para a Polícia Federal
O ex-presidente Jair Bolsonaro **foi liberado do Hospital DF Star**, em Brasília, após realizar exames médicos necessários para averiguar sua condição de saúde. A passagem pela unidade médica ocorreu em sequência a uma queda durante a noite, enquanto dormia na Superintendência da Polícia Federal.
O incidente trouxe à tona não apenas questões relativas ao bem-estar físico de Bolsonaro, mas também um cenário de divergência entre sua defesa e a Polícia Federal sobre a gravidade do ocorrido e a necessidade dos procedimentos médicos subsequentes.
Retorno à Custódia da PF
Após a liberação hospitalar, Jair Bolsonaro retornou à custódia, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado, informação divulgada pelas redes sociais de Michelle Bolsonaro. Ela enfatizou que o marido estava sendo acompanhado no trajeto de volta à Polícia Federal, aguardando ainda os resultados dos exames realizados.
“Jair realizou os exames médicos e foi liberado. Encontra-se a caminho da Polícia Federal. Estamos aguardando os resultados dos exames”, afirmou Michelle em suas redes sociais.
Contexto da Queda e Intervenção Médica
A queda, relatada inicialmente por Michelle Bolsonaro, foi explicada como consequência de uma crise noturna que levou Bolsonaro a cair e bater a cabeça em um móvel. Contudo, o fator de preocupação foi ampliado pela percepção de que a resposta ao incidente foi retardada, uma vez que o quarto onde ele se encontra permanece fechado à noite.
Em contraste, a Polícia Federal emitiu nota destacando que Bolsonaro havia recebido atendimento médico dentro da prisão. O parecer médico, segundo a PF, indicava que os ferimentos eram leves, tornando a ida ao hospital desnecessária, recomendando apenas observação no local.
Exames Realizados
- Tomografia computadorizada de crânio
- Ressonância magnética de crânio
- Eletroencefalograma
Esses exames foram solicitados pela defesa para descartar possíveis complicações neurológicas e evitar risco de agravamento do estado de saúde.
Divergências e Conclusões
O caso expõe a diferença de opinião entre a defesa de Bolsonaro e a Polícia Federal quanto à avaliação do estado de saúde do ex-presidente. Essa discordância pode influenciar, ainda que indiretamente, a percepção pública sobre as condições de sua custódia e administração de saúde.
No emaranhado de narrativas, uma coisa permanece clara: o cuidado com a saúde dos detidos suscita tanto controvérsia quanto interesses políticos.
À medida que aguardam os resultados de seus exames, o retorno de Bolsonaro aos cuidados da Polícia Federal marca a continuidade de sua rotina de custódia, sem alteração significativa, mas sob o escrutínio de um público atento às nuances de seu julgamento e sentença.
JOÃO CATARINO JUNIOR
DRT nº 1524/84