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CNH do Brasil: pedidos disparam e autoescolas colapsam

CNH do Brasil: pedidos disparam e autoescolas colapsam

Quem tá no trecho já sentiu. Rapaz, a correria pro primeiro documento de motorista no Brasil não é brincadeira não. O programa CNH do Brasil, lançado pelo governo federal, tá fazendo aluno voar e autoescola fechar as portas.

O que aconteceu e quem tá envolvido

O programa governamental reduziu o preço e facilitou o processo da primeira habilitação. Com isso, os pedidos saltaram 360% em um ano. São Paulo é o estado com mais emissões, mas o baque foi Brasil afora: Taiane, de Salvador, e Alexandre, de Rio Branco, são exemplos dessa onda.

Taiane e Alexandre: a busca pelo documento

Taiane adiava o sonho de dirigir por causa dos custos. Agora, ela estima gastar cerca de R$ 800, contra os R$ 3.500 das autoescolas. “Eu tava abirobada com os preços. Esse programa chegou no doze”, desabafou. Já Alexandre, lá no Acre, pegou a oportunidade das férias pra iniciar o processo, com preços caindo de R$ 3.000 para menos de R$ 800.

Impacto nas autoescolas e crise no setor

Matheus Martins, da Acesp, não esconde a preocupação. Ele diz que de 3.600 autoescolas em São Paulo, só sobraram 2.300. “O setor tá só o pó, sem aluno pra fechar turma”, ele afirma, questionando a falta de estudos sobre o impacto do programa.

Quem autorizou o programa sem planejar o impacto econômico nas autoescolas? Vai custar quanto a queda dessas empresas pro bolso do povo?

Traduzindo os números da Senatran

O governo diz que a turma tá inscrita e os cursos cheios, mas Matheus alerta: muitos acessos na plataforma não viram CNH de verdade. Eles reativaram Renach velho, uns troços que dormiam desde 2001. E aí, é aluguel ou realidade?

Segundo Senatran, as aulas teóricas dispararam 319% e os exames práticos subiram 11%. Quem paga é o povo, e o vai-e-vem só aumenta.

A dor e a delícia de dirigir

No fim das contas, enquanto o giro inclui os sem-carteira, a roda gira prós e contras das autoescolas. A inclusão é real, mas a crise também não é brinquedo, não.

Quem tá no sofá dar fé que a mudança veio, mas a pergunta que não cala: se as autoescolas somem, quem vai formar os novos motoristas?

É desse jeito, e não tem conversa. Vamos explicar direitinho porque conversa fiada aqui não cola.

Assinatura: Alzir Queiroz. DRT nº 2288.

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